Os 10 piores interesses românticos em filmes de Super-Heróis

A forma como os personagens femininos são retratados em filmes de super-heróis varia muito, especialmente quando elas são relegadas a serem meros interesses românticos para a liderança masculina e nada mais. Felizmente, Mulher-Maravilha chegou quebrando este paradigma, e a Capitã Marvel promete seguir no mesmo rumoContudo, para cada Peggy Carter e Pepper Potts, há… bem, o tipo de personagens que você encontrará nesta lista, elaborada pelo We got this covered e adaptada aqui.

Seja pelo desempenho em si, ou pelo roteiro (o que geralmente é o caso), o que você encontrará neste artigo são alguns dos piores exemplos de interesses românticos nos filmes da Marvel e da DC. Partindo daquelas que acabaram fazendo o seu super herói favorito parecer um bobão para aquelas que foram tratadas de forma assustadora e não tiveram a chance de brilhar como fazem nos quadrinhos, os nomes listados aqui são os piores do grupo.

10) Rachel Dawes (Batman Begins)

Se houve alguma grande falha na trilogia do Batman de Christopher Nolan, é o interesse amoroso do Cavaleiro das Trevas, Rachel Dawes. Ela certamente teve alguma importância no enredo desta história de origem, principalmente ao conectar o passado de Bruce Wayne com o presente.

Porém, por mais que Rachel tenha sido essencial na consolidação do caráter de um jovem Bruce que planejava matar o homem que ele culpava pela morte de seus pais, o tempo que passamos com ela no terceiro ato do filme parece completamente desnecessário e tem um impacto negativo no ritmo desses minutos finais. Nada disso foi ajudado pela performance suave e muitas vezes extremamente irritante de Katie Holmes. E nem entraremos na questão do recasting para a sequência do filme. Pelo menos por enquanto…

9) Gwen Stacy (Homem-Aranha 3)

A adição de Gwen Stacy à franquia Homem-Aranha deveria ter sido motivo de celebração. Enquanto Peter Parker pode ter se casado com Mary Jane Watson nas histórias em quadrinhos, seu verdadeiro amor sempre foi aquela que lhe foi tirada pelas mãos do Duende Verde. Em um filme já lotado de plots, criar um triângulo amoroso (bem, dois triângulos amorosos, se você também levar em conta as tentativas de Harry Osborn de roubar MJ) com Gwen foi uma má ideia.


Além disso, Bryce Dallas Howard e Tobey Maguire tiveram pouca química e a maneira como ele a tratou, tornou praticamente impossível sequer imaginar uma relação semelhante como a que os personagens têm nos quadrinhos. Esta versão de Gwen foi uma bagunça completa e completa que acabou por ser pouco mais do que uma imitação pálida da versão que os fãs conhecem e amam.

Para alguns, Gwen do Espetacular Homem-Aranha também não foi muito melhor. A maioria concorda que Emma Stone era uma escolha de elenco sólida, mas para muitos, ela também não forneceu o retrato mais autêntico do personagem icônico. Bem como a própria Kirsten Dunst também não chega perto do furacão que Mary Jane é nos quadrinhos (mas isso fica para mais adiante na lista).

8) Jean Grey (X-Men)

Famke Janssen não era, de modo algum, uma má escolha para interpretar Jean Grey, e ela certamente teve seus momentos ao longo dos três filmes em que ela apareceu (cinco, se você inclui The Wolverine e X-Men: Dias de um futuro esquecido). No entanto, foi a decisão de Bryan Singer transformá-la em um objeto de desejo tanto para Logan quanto para Ciclope, que não só impactou negativamente esses personagens, mas também viu Jean ser retratada de forma muito mais fraca do que deveria ter sido, e, assim, uma sombra do que é nos quadrinhos .

O triângulo amoroso entre esses três de fato permeou por alguns anos nos quadrinhos, mas Jean sempre foi firme sobre sua escolha por Scott Summers, apesar de admitir que Logan mexia com ela. Mas tal romance sempre foi muito mais uma fantasia do Carcaju.Já Scott, apesar de nunca ter tido a popularidade do baixinho canadense, sempre teve também muitos fãs, e ora, ele é o líder daquela equipe. No entanto, acabou por ser retratado como um vilão, mimado e chorão nos filmes. Claro, Jean escolheu Ciclope em detrimento a Wolverine no fim de X-Men 2, mas alguém realmente considerou aquela escolha definitiva? Há firmeza?

Uma última esperança para esse caso, no entanto, está sendo construída com uma versão mais jovem de Jean Grey, com Sophie Turner, e devemos esperar que a franquia consiga corrigir essas derrapadas fazendo com que Jean tenha o destaque merecido e se imponha coma a poderosa Fênix.

7) Christine Palmer (Doutor Estranho)

Doutor Estranho é, sem dúvida, um dos melhores filmes da Marvel, mas desapontou muito no uso da personagem Christine Palmer. Enquanto o personagem é relativamente obscuro, Brian K. Vaughn fez dela uma personagem querido pelos fãs em Doutor Estranho: O Juramento. É claro que a versão na tela grande não seria fiel à sua contraparte vigilante dos quadrinhos, mas a expectativa era compreensivelmente elevadas, além do mais, seu romance com Stephen foi relativamente curto nos quadrinhos.
De forma frustrante para seus fãs, a personagem acabou tendo poucas cenas no filme, e nenhuma delas foi particularmente memorável. Além de ser um lembrete para Stephen Strange de sua vida antiga, ela realmente não cumpriu muito um propósito no filme e tanto Rachel McAdams quanto o filme em si mereciam mais. A redenção poderia vir na sequência, mas com tantos fãs ansiosos pela introdução de Clea, ela pode acabar ficando na geladeira para alguma situação futura.

6) Roxanne Simpson (Motoqueiro Fantasma)

É bem verdade que quase tudo em Motoqueiro Fantasma foi ruim, desde de Nicolas Cage como Johnny Blaze até os vilões, como de Peter Fonda como Mefisto e Wes Bentley como Blackheart (dois grandes e poderosos vilões dos quadrinhos que poderiam e deveriam ter sido retratados muito melhor do que realmente foram). Eva Mendes não apresentou uma performance particularmente horrível como a sexy Roxanne Simpson, mas a história de amor entre ela e o herói sobrenatural foi incrivelmente clichê.

Parece que a relação dos dois foi tirada do livro “Todos os interesses românticos já vistos no cinema”, se desenvolvendo de uma forma totalmente previsível e tem uma conclusão digna de um “não me diga?!” com a cara do próprio Nicolas Cage naquele meme. Não é de admirar, portanto, que ela nem sequer esteve na sequência, ainda que nada ali valesse a pena ser assistido, o que acabou sendo uma jogada de sorte de Eva.

5) Elektra (Daredevil)

Demolidor, com Ben Affleck no papel principal, ainda é considerado um dos piores filmes de quadrinhos de todos os tempos – talvez explicando por que um personagem com tanto potencial para o sucesso na tela grande acabou virando uma série na Netflix – mas tem seus méritos por trazer a cena da morte de Elektra absurdamente fiel à dos quadrinhos, algo que a série aclamada pela crítica realmente não conseguiu fazer, o que decepcionou muitos fãs.

Fora isso, a Elektra do filme foi assustadora, indo de filha de um empresário para assassina experiente depois de algumas semanas cortando sacos de areia com seus sais. Adicione algumas cenas ridículas de luta, e ficamos com uma oportunidade desperdiçada e um interesse amoroso incrivelmente mal escrito.

Bem, pelo menos, Ben Affleck e Jennifer Garner encontraram a felicidade juntos na vida real. Bem, por algum tempo, na verdade.

4) Silver Fox (X-Men Origins: Wolverine)

Outro filme que também é tido como um dos piores do gênero é o primeiro filme solo do Wolverine. O pobre velho Logan pensou que tinha achado a felicidade com sua professora, a Raposa Prateada vivida por Lynn Collins mas depois a encontra morta nas mãos (garras?) do Dentes-de-Sabre.

Na realidade, ela não havia sido morta e, sim, estava observando Wolverine durante todo o tempo para o projeto Arma X. Adicionando um pouco mais de nonsense a isso tudo, no fim das contas ela o amava de fato o tempo todo. Sua morte não afetou em nada o público, especialmente depois da confusão final do filme, fazendo sua sofrível participação tão esquecível quanto todo o resto. Por exemplo, você se lembrava dela antes de ler esse texto? Provavelmente não. E, embora sua contraparte nos quadrinhos também não seja nada de mais, é difícil escapar da sensação de que sua participação tenha sido um desperdício de seu potencial.

3) Lois Lane (Batman vs Superman: Origem da Justiça)

Tendo em vista que Lois Lane passou a maior parte do tempo em Batman vs Superman tentando limpar o nome do Homem de Aço, pode parecer injusto que eles esteja nesta lista. Na verdade, por mais que a jornalista ame Clark Kent, não esqueçamos que foi por culpa dela que ele morreu. A decisão (aleatória, convenhamos) de Lois ao jogar aquela lança de kriptonita na água forçou o Superman a resgatá-la quando, mais tarde, ela percebeu seu erro e foi buscar tal lança, enfraquecendo-o severamente no resgate.

Claro, a decisão de usar essa arma contra o Apocalypse foi dele (sacrificando-se no processo), mas Lois certamente não ajudou as coisas interferindo como ela fez. Lois também foi uma espécie de praga em O Homem de Aço, então agora resta ver se ela causará ou não ainda mais problemas ao ressurgido Superman em Liga da Justiça em novembro próximo. Com sorte, Lois pode ser melhor aproveitada, mas ainda é difícil descobrir a razão pela qual ela é necessária no filme.

2) Mary Jane Watson (Homem-Aranha)

De uma forma geral, a inspiração de Sam Raimi no trabalho de Stan Lee e Steve Ditko funcionou. Infelizmente, sua interpretação sobre Mary Jane Watson não foi tão próxima, e a MJ divertida que curtia cada momento intensamente para disfarçar sua vida familiar problemática foi substituída por uma vizinha monótona e gentil que se tornou pouco mais do que uma doninha em perigo um alarmante número de vezes ao longo de três filmes.

O fato de ela ser uma atriz aspirante ao invés de uma supermodelo bem sucedida não é tão importante, mas transformar a esposa do Peter Parker dos quadrinhos em alguém que precisava ser salva (o tempo todo) foi um erro. Quando observamos a interpretação de Kirsten Dunst fica clara a sua falta de interesse no papel. O resultado é um dos piores interesses românticos em filmes de super heróis de todos os tempos em não apenas um, mas três filmes.

Isso é muito triste, considerando o fato de estarmos falando de uma personagem tão interessante, e quando ela estava pronta para aparecer em O Espetacular Homem-Aranha 2, Shailene Woodley foi cortada e atualmente não há nenhuma palavra oficial sobre o status de MJ nos vindouros filmes do Aranha, agora parte do UCM.

1) Rachel Dawes (Batman: O Cavaleiro das Trevas)

Isso mesmo, Rachel Dawes foi tão terrível que ela realmente recebe uma segunda menção nesta lista. A principal razão para isso é que Katie Holmes foi substituída por Maggie Gyllenhaal, uma atriz que conseguiu ser quase tão inexpressiva e irritante quanto sua antecessora. Apesar de ter estado um degrau acima de Holmes, a personagem ainda não estava tão bem escrita e novamente serviu como pouco mais do que um dispositivo de enredo em um filme que estava gravemente ausente de uma forte presença feminina.

Sua morte foi efetuada efetivamente e serviu para criar um baita ato final, mas o maior sinal de que a personagem não era assim tão querida foi que a maior parte do público fica aliviada ao saber de seu destino. Felizmente, Christopher Nolan compensou a falha de Rachel Dawes com a Mulher-Gato e Talia Al Ghul (ok, nem tanto nesse caso) em O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Claro, a cena da morte desta última não deixou os fãs exatamente satisfeitos, enquanto Selina Kyle não estava lá muito próxima de sua contraparte dos quadrinhos. Ainda assim, não falharam tanto como Rachel.

 

Menções Honrosas:

Vale mencionar alguns interesses românticos que simplesmente sequer mereceram entrar na lista. Entre eles estão Betty Ross, que de tão insignificante (para a Marvel Studios, ao menos), acabou caindo em um limbo e sequer mereceu uma explicação decente para o sumiço. Apesar de ter dado um pouco de trabalho a seu par Bruce Banner e ser importante em sua origem, ela acabou mais do que esquecida, ignorada, e poderia ter tido muito mais importância na consolidação do Gigante Esmeralda no UCM. Não a toa ele ainda não mostrou talvez um terço de seu potencial. Aguardemos como será em Thor: Ragnarok.

Falando em Thor, outra negligenciada é Jane Foster. Muitos, inclusive, dizem que a razão pela qual o segundo filme do asgardiano ter sido muito fraco, é o foco excessivo na relação de ambos. É claro que a personagem é muito importante para o herói nos quadrinhos, mas está mais para um atraso nas telonas. É uma pena, pois sua intérprete tem muito talento e a personagem tem tanto potencial, que atualmente carrega o manto de Thor nos quadrinhos, sendo digna do Mjolnir.

Sharon Carter começou a mostrar a que veio em Capitão América: Guerra Civil, mas quem a acompanha nos quadrinhos sabe que além de sua relação com o Bandeiroso ser muito mais estreita e sólida, a personagem é bem mais importante em sua história, chegando até a matar o próprio (ainda que sob controle do Caveira Vermelha). Apesar de ela ter tido função relevante no enredo do último filme solo do Capitão, fica difícil visualizar sua participação indo muito além de seu envolvimento com Steve e, por conta disso, sua colaboração na busca pela limpeza de seu nome depois dos eventos da Guerra Civil, quando isso deveria ser muito mais por sua própria personalidade e senso de justiça.

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