Review | West of Dead

Quando um cowboy, que tem a cabeça pegando fogo, cheio de rancor no coração e um objetivo ferrenho de saber sobre o seu passado e ter suas lembranças de volta, começa a falar, você para e ouve! Principalmente quando é o Ron Pearlman que dubla esse cowboy!

Desenvolvido pela Upstream Arcade e distribuido pela Raw Fury, o West of Dead conta a história de Mason, um homem que foi assassinado e fica preso num purgatório e está atrás de recuperar as suas memórias e descobrir o motivo da sua morte.

Num estilo rogue like, a campanha desse jogo não é muito amigável com o jogador, porém, para os que gostam de desafios, o jogo é muito divertido! A cada sala que você entra, em cada caminhada durante os capítulos, a tensão vai te dominando e atenção é uma palavra extremamente importante! Caso você morra, como um bom rogue like, você volta pro início da dungeon. O que deixa aquele sentimento padrão dos famigerados “souls like”.

O interessante do jogo não é somente ser do estilo que ele é, e sim, a história! Não tem como você prosseguir a história, se você continuar morrendo e voltando para o bar. Todas as vezes que você voltar, o barman vai tentar falar com você e comentar algo para fazer ou sobre a gameplay. Porém, ao passar dos capítulos, pessoas vão surgir, memórias serão lembradas e você conseguirá montar o quebra-cabeça.

“Mas e a jogabilidade? É boa mesmo?” Bem, aí é um ponto que vai depender bastante do seu estilo de jogo. Se for de controle, de certa forma, o jogo te auxiliará mais que o mouse, pois, a sensibilidade é bem parecida. Mas se você já vai com o mouse, pode ficar sem preocupações! O jogo segue muito bem!

A movimentação é bem tranquila e fácil de se adaptar. O personagem tem a possibilidade de esquivar de tiros e ter bastante cover (que possuem durabilidade), durante as fights e rapidamente você consegue aprender o timing de cada inimigo. Com isso, você já entende como funciona a mecânica, e a play seguinte não será tão complicada como a anterior.

Sobre os upgrades e armas, isso é bem simples de entender. Como explicado no ínicio da review, é morreu, perdeu. No decorrer do jogo, você encontra um mercador que pode te vender algumas armas, habilidades e upgrades, vai encontrar a bruxa em todos os finais de fase, para que ela te entregue upgrades permanentes e o velho e bom garçom do bar que vai preencher o seu cantil de amor e sinceridade que é o HP! Apenas isso é o suficiente pra você seguir na fé de conseguir zerar o jogo!

Porém, nem tudo são flores. Como segue o rogue like, o jogo muda o cenário e a forma como você enxerga a dungeon, deixando a sensação de desconforto e falta de direção. Um ponto positivo, pensando na maneira criativa que os cenários foram criados.

Já que falamos de cenário, a direção de arte lembra muito as HQs do grande Mike Mignola, que conta a história do famoso “Anung un Rama” ou Hellboy para os íntimos. Com a possibilidade que a engine Unity permite, o cel shading deixa o jogo muito bonito, e cria toda uma ambientação bem característica de um purgatório/limbo/afterlife. E essa forma mais sombria e pouco amistosa, é fundamental até na criação dos próprios inimigos. A sensação é de estar dentro de uma HQ realmente, o que pros amantes de quadrinhos, será essencial para a gameplay ser curtida ainda mais.

Já que o jogo te envolve na ambientação, na história e um pouco na jogabilidade, por que não comentar sobre a trilha sonora? Com um estilo de velho oeste, a trilha sonora mistura um pouco de ação e dá um toque de seriedade em cada vez que você muda de cenário. É como se a musica acompanhasse o tema do capítulo, a quantidade de monstros e a profundidade da história. É bem divertido ouvir!

West of Dead é um jogo que envolve você na história o tempo todo, e ajuda de maneira natural, a você manter a sua atenção para a gameplay. É definitivamente um jogo que vale a pena jogar principalmente pela direção de arte e pela trilha sonora! Sem sombra de dúvidas um jogo que merece estar na sua lista da Steam!

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