
Criador de The Boys odiou ideia do final da série de TV anos antes
O final da série The Boys trouxe muitas reviravoltas e levantou debates entre os fãs, mas uma revelação recente mostra que nem todo mundo aprovou os rumos da trama. Garth Ennis, co-criador da franquia nos quadrinhos, chamou uma das ideias centrais do final de "a pior ideia da história" — e isso sete anos antes dela ir ao ar.
O elemento em questão é a capacidade de remover os superpoderes dos supers. A série de TV abraçou totalmente essa ideia em seu desfecho. Mesmo com a crítica precoce do autor, o showrunner Eric Kripke decidiu seguir em frente com essa abordagem para o clímax da história.
## O Final da Série de TV e o Desempoderamento de Homelander
O último episódio de The Boys, intitulado 'Blood and Bone', culminou em dois grandes confrontos. Em um deles, Butcher, Kimiko e Ryan enfrentaram Homelander. A grande virada foi a forma como Kimiko conseguiu tirar os poderes do vilão usando radiação, enfraquecendo-o para que Ryan impedisse sua fuga.
The Boys é uma série adaptada dos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, que concluiu sua trama na TV com reviravoltas e debates entre os fãs. Após ser desempoderado, Homelander foi morto por Butcher com um pé de cabra, dando um final sangrento e humilhante ao vilão. A trama ainda mostrou Butcher tentando erradicar todos os Supers e sendo morto por Hughie, em um desfecho agridoce para os personagens.
## A Ideia Descartada dos Quadrinhos
Para a surpresa de muitos, a ideia de desempoderar supers não é nova na franquia. Ela surgiu no pitch original dos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, revelado em uma coletânea de The Boys de 2019. Neste conceito inicial, a equipe de Butcher teria a capacidade de desativar superpoderes através da concentração conjunta.
Ennis, no entanto, rapidamente se arrependeu da ideia, descartando-a na versão final dos quadrinhos. Ele sentia que essa mecânica era simplista e tirava o foco do tipo de violência visceral e suja que ele queria explorar. Em suas anotações, ele criticou a ideia com veemência, dizendo que era como "ficar em círculo e atirar raios de amor dos olhos", reforçando que o combate deveria ser sobre "violência que acontece do lado de fora de bares às 2 da manhã", ou seja, brutal e injusta.
Nos quadrinhos, os membros de The Boys recebem superpoderes leves para que pudessem lutar com os supers. Contudo, nunca a ponto de desativar os de outros. Mesmo com a visão contrária do criador, a adaptação televisiva de Eric Kripke decidiu resgatar esse conceito, com Kimiko literalmente usando um "raio de luz" para cumprir a função.
## Como o Final dos Quadrinhos Difere do da TV
No universo original dos quadrinhos, o destino de Homelander é diferente. Lá, Black Noir é revelado como um clone de Homelander, criado para ser sua sombra e eliminar o original caso ele saísse da linha. Black Noir manipula eventos, levando Homelander a um golpe de estado nos EUA, e o mata no Salão Oval da Casa Branca.
Butcher, então, vinga sua esposa matando um enfraquecido Black Noir com um pé de cabra. Sem a existência de Ryan, Butcher segue com seu plano de aniquilar todos os Supers, matando inclusive todos os membros de sua equipe, com exceção de Hughie, que o detém de forma acidental. Butcher se sacrifica para salvar o "irmão mais novo".
Apesar das diferenças nos caminhos, tanto os quadrinhos quanto a série de TV chegam a um ponto final parecido para os personagens. A grande distinção é que a série de TV elevou Homelander a um vilão mais complexo e central, enquanto nos quadrinhos ele era mais uma peça de um jogo maior. O desfecho da TV foi uma oportunidade para o público "saborear" a queda do personagem interpretado por Antony Starr.

Fonte: Screen Rant






