
Só Não Posso Dizer o Nome, novo filme de Helvécio Ratton, estreia em 12 de novembro
Só Não Posso Dizer o Nome, novo longa do cineasta mineiro Helvécio Ratton, estreia nos cinemas brasileiros em 12 de novembro, com distribuição da O2 Play. O filme mistura live action e animação para tratar da violência sexual na infância e do silenciamento das vítimas.
A história
O longa é inspirado na graphic novel autobiográfica "No Abuses de Este Libro", da quadrinista chilena Nati Chuleta. Na trama, Tina decide denunciar à Justiça o abuso cometido pelo padrasto durante a infância, enfrentando a resistência da própria família.
Tina transforma a própria trajetória em uma história em quadrinhos e cria uma super-heroína imaginária, uma forma de se proteger e enfrentar o trauma. A animação aparece justamente nos momentos mais delicados do filme, para representar a experiência da personagem.

Bastidores
Ratton, diretor de O Menino Maluquinho, Pequenas Histórias e Batismo de Sangue, conheceu a graphic novel há cerca de oito anos. Ele escreveu o roteiro com Laura Barile e Pilar Fazito, adaptando a narrativa à realidade brasileira.
O filme foi rodado em Belo Horizonte e tem no elenco Lara Martinelli e Laura Del Picchia, que vivem Tina em diferentes fases da vida. O diretor optou por atrizes ainda pouco conhecidas para dar mais naturalidade à história.
"O cinema não muda a realidade, mas tem a capacidade de emocionar e de fazer pensar", diz Ratton. Para ele, o filme "leva o público a olhar para uma realidade frequentemente silenciada e a refletir sobre a importância de escutar, acolher e acreditar nas vítimas".






