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Políticos brasileiros e franceses reagem ao fim do formato físico da PlayStation
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Políticos brasileiros e franceses reagem ao fim do formato físico da PlayStation

A Sony Interactive Entertainment vai encerrar a venda de jogos em formato físico para consoles PlayStation a partir de 2028. Essa decisão, que representa uma mudança significativa no mercado de games, já provocou reações de políticos no Brasil e na França.

Reação no Brasil

A deputada federal Erika Hilton anunciou que encaminhará denúncias à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Ela expressa preocupação com a venda de consoles PlayStation 5 que incluem um leitor de discos, mas cujo formato será descontinuado em menos de dois anos.

A deputada também questiona a compra de consoles com leitor físico para jogos que já chegam ao mercado apenas digitalmente. Ela destacou a diferença entre adquirir um jogo em mídia física e uma licença digital, que pode ser revogada pela empresa a qualquer momento.

Outro ponto levantado por Erika Hilton sobre o fim do formato físico da PlayStation é o risco de monopólio. Para ela, essa transição pode criar um ambiente de mercado menos competitivo para os consumidores.

Inquietação na França

Do outro lado do Atlântico, na França, Jean-Luc Mélenchon, que foi candidato à presidência, manifestou sua inquietação. Ele citou o exemplo de Grand Theft Auto VI, que chegará em 2026 sem disco físico, e o anúncio da Sony para 2028.

"Com GTA 6 sem disco físico em 2026 e o anúncio da Sony sobre o fim da venda de discos físicos para os jogos em 2028, levanta-se a questão sobre como olhamos para estes produtos", disse Mélenchon. Ele ressaltou que os jogadores podem "pagar e não ser donos de nada", sem possibilidade de emprestar, revender ou ter a garantia de manter o que compraram.

Mélenchon ainda reforça que um videogame não é uma "simples mercadoria, é um bem cultural e o direito atual deve ser aplicado". Na sua visão, um modelo totalmente digital limita o acesso e o torna condicionado ou por tempo limitado.

O político francês concluiu que "os direitos de compra serão negados". Ele descreveu a situação como "o triunfo da total comodificação: pagas preço completo por nada mais do que um revogável direito de acesso".

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